Por séculos, a masturbação feminina foi tratada como algo proibido, vergonhoso ou simplesmente inexistente. Enquanto o prazer masculino sempre teve espaço no discurso social, o prazer feminino foi silenciado, controlado e cercado de culpa.

Mesmo hoje, em um cenário com mais informação e liberdade, muitas mulheres ainda carregam crenças limitantes sobre o próprio corpo e o próprio desejo. Esses mitos não apenas afastam o prazer, mas impactam diretamente a autoestima, a saúde emocional e a relação com a sexualidade.

Falar sobre masturbação feminina não é incentivar excessos — é abrir espaço para autoconhecimento, autonomia e bem-estar.

Mito 1: “Masturbação é coisa de quem não tem parceiro”

Esse é um dos mitos mais comuns — e também um dos mais prejudiciais. A ideia de que a masturbação surge apenas como substituição de um relacionamento ignora seu principal papel: o autoconhecimento.

Na realidade, mulheres que se masturbam tendem a:

  • conhecer melhor suas zonas de prazer

  • identificar estímulos que funcionam para seu corpo

  • se comunicar melhor sobre desejos em relações a dois

A masturbação não compete com o sexo a dois — ela complementa. Quando uma mulher entende o que lhe dá prazer, a troca com o parceiro ou parceira se torna mais clara, segura e satisfatória.

👉 Autoconhecimento fortalece a intimidade, não a ameaça.

Mito 2: “Mulheres sentem menos desejo sexual”

O desejo feminino sempre existiu. O que aconteceu, historicamente, foi a repressão desse desejo.

Por muito tempo, mulheres foram ensinadas a:

  • sentir culpa ao desejar

  • associar prazer a pecado ou exagero

  • priorizar o prazer do outro, não o próprio

Esse condicionamento cultural criou a falsa ideia de que mulheres “naturalmente” sentem menos desejo. Na prática, o desejo feminino apenas se manifesta de formas diferentes e depende de fatores emocionais, contextuais e hormonais.

A masturbação permite que a mulher se reconecte com esse desejo sem julgamento, pressão ou expectativa externa.

Mito 3: “Masturbação é errada, exagerada ou viciante”

Esse mito nasce da desinformação. A masturbação, quando vivida de forma consciente e saudável, está associada a diversos benefícios físicos e emocionais.

Entre eles:

  • redução do estresse e da ansiedade

  • melhora do humor

  • aumento da autoestima

  • melhora do sono

  • maior conexão com o próprio corpo

Assim como qualquer prática de autocuidado, o equilíbrio é a chave. Masturbação não é problema — o problema é a culpa que a sociedade ensinou a sentir sobre ela.

Mito 4: “Mulheres que se masturbam são mais promíscuas”

Esse é um julgamento moral que nada tem a ver com saúde ou comportamento real. Masturbação não define caráter, valores ou tipo de relacionamento.

Na verdade, mulheres que se permitem explorar o próprio corpo tendem a:

  • ter mais clareza sobre limites

  • fazer escolhas mais conscientes

  • se envolver em relações mais saudáveis

Prazer não é promiscuidade. É autonomia.

Masturbação como ferramenta de saúde emocional

Além do prazer físico, a masturbação tem um papel importante na saúde mental. Durante o orgasmo, o corpo libera hormônios como endorfina, dopamina e ocitocina — substâncias ligadas ao relaxamento, à sensação de prazer e ao vínculo emocional.

Isso faz com que a masturbação funcione como:

  • uma forma natural de aliviar tensões

  • um momento de reconexão consigo mesma

  • um espaço seguro de escuta do próprio corpo

Em um mundo acelerado, esses momentos de pausa e presença são essenciais.

Quebrar o tabu é se libertar

Quando os mitos caem, nasce uma relação mais leve com a sexualidade. A masturbação deixa de ser um segredo e passa a ser um gesto de cuidado, respeito e curiosidade consigo mesma.

Explorar o próprio corpo é aprender a ouvir sinais, desejos e limites — algo que reflete positivamente em todas as áreas da vida, não apenas na sexualidade.

Prazer sem culpa é autocuidado

Autocuidado não se resume a rotinas externas. Ele também está na forma como você se relaciona com seu corpo, com seu desejo e com seu prazer.

 

Na Innsex, acreditamos que prazer é parte essencial do bem-estar. Cada produto é pensado para acompanhar esse processo de descoberta de forma segura, confortável e sem julgamentos — porque se conhecer é um ato de liberdade.